Buenos Aires, 25 de Junho de 1978:
(dialogo entre dois torcedores após a final)
- Viva Argentina!!! Es campeón, vibrante, con interés, la Copa del Mundo es nuestra amigo!
- Hoy en día, El Monumental explota como nunca antes. Somos campeones.
- Sí, y esa es la emoción de un pueblo, es la motivación de las personas. Que escuche el clamor de nuestro sofocados graves en la multitud. Viva Argentina, Viva!!!
- Qué mayor espectáculo, que las vibraciones, es el apetito de nuestro pueblo. Nuestra selección es en primer lugar... Argentina es antes que cualquier otra cosa... el alma de nuestro pueblo!!!!!
- Ernesto, hoy es día para salir a la calle!
- Vamos a celebrar
Nunca um evento esportivo foi tão celebrado na Argentina, como a conquista da Copa do Mundo de 1978. Foi uma festa encenada pela ditadura desde o inicio da competição, que queria o título mundial a qualquer custo para provar ao mundo a eficiência do regime autoritário de Videla, mas para os “hermanos” alucinados pelo eco imperante de vitoria intenso e o ímpeto histórico popular-fanático que caracteriza o torcedor argentino, dentro do estádio o que valia mesmo era o sangue de raça portenho arreguido das divididas e o quanto cada jogador incorporava do grito de batalha das arquibancadas.
Jogando dentro de casa, no mítico e épico estádio Monumental de Nuñez, um dos melhores estádios do planeta na época, e com o apoio massivo de 71,483 argentinos, (armados de confetes e serpentinas), a Seleção Argentina derrotou a Holanda por 3x1 na final, consagrando-se campeã mundial pela primeira vez em sua historia, e mitificando-se: como um símbolo perfeito da simbiose vivenciada durante a competição entre o povo argentino e os jogadores do relvado. Há no futebol para os argentinos uma conotação de vida que se faz bastante presente no modo de se torcer, talvez por isso essa data tenha ficado na historia do país como o dia em que um povo inteiro feliz saiu as ruas para celebrar, unido em uma só alegria.

Espírito de jogo
A equipe “La Albiceleste” como é conhecida a Seleção Nacional para a torcida, não possuía grandes craques, mas havia um diferencial seu que era único: a capacidade de luta dos jogadores, tanto no modo de se vestir e sentir no peso e respeito do uniforme a sensação real de uma segunda pele, e no ímpeto voraz de cada um do time dentro de campo, que através da combatividade intrínseca de jogo “hermana” exercia uma pressão, (contra os outros adversários), de proporções monumentalistas.
Luis Menotti, treinador que foi craque na tarefa de separar os jogadores da euforia do país de receber uma Copa em plena Ditadura Militar, continha na experiencia do “Deus” da raça e luta Daniel Passarella, exatamente o que precisava para uma defesa segura e de marcação fixada. Passarella tinha um estilo de jogo impressionante, sendo considerado um dos melhores zagueiros que já pisou na America. Quando olhava para trás na linha entre as duas traves, o capitão confiava na presença de Ubaldo Fillol (goleiro que usou o numero cinco durante a competição) e seu desempenho em momentos decisivos. Sem duvida alguma Fillol fez uma das melhores partidas de goleiro em finais de Copa do Mundo, foi uma atuação sem precedentes evitando situações claras de gol. Seguindo a linha de meio campo, dois médios maravilhas se destacavam pelo conjunto : Osvaldo Ardiles, meia de estilo clássico, (jogava sempre de cabeça em pé, distribuindo passes com maestria) e o dianteiro Luque, que jogava mais próximo ao ataque. Ambos foram protagonistas fundamentais na conquista do titulo com passes e gols decisivos.
Embora a Argentina dispusesse de entrosamento entre seus craques e uma base tática e ritmo de jogo consistente, o coração e símbolo do time, o jogador que representava e e
As qualidades e o entregar de alma pertencente a Kempes formam a metáfora ideal para sintetizar a Seleção Clássica da Argentina de 78 : um estado de espírito fanático e delirante, libertário e agressivo, digno da lenda que se faz viva.

